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08/10/2009 - Indefinido local da “nova Caximba”

(Viviane Favretto - Gazeta do Povo)

Áreas em Curitiba, Mandirituba e Fazenda Rio Grande podem abrigar o novo aterro sanitário de Curitiba e região. A viabilidade está sendo estudada pelo IAP

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) está avaliando as três áreas da região metropolitana de Curitiba que poderão abrigar o novo sistema de tratamento do lixo gerado pelos municípios que fazem parte do Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos. Os terrenos estão localizados em Curitiba, Mandirituba e Fazenda Rio Grande. Adriana de Fátima Ferreira, coordenadora de Resíduos Sólidos do IAP, explica que o parecer técnico está em fase de conclusão, mas que ainda serão solicitadas informações complementares e só depois o Instituto vai se manifestar. Ela estima que este processo vai se estender por cerca de 60 dias.

Segundo Adriana, os 12 técnicos envolvidos no trabalho fizeram a vistoria das áreas e, do ponto de vista ambiental, as três “são boas para implantar um projeto deste porte”. Estão trabalhando na avaliação profissionais do IAP, da Minerais do Paraná (Mineropar) e da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa). A coordenadora explica que é levada em consideração na análise a localização do terreno, a vegetação, o solo, a profundidade do lençol freático, além das leis de uso e ocupação de solo dos municípios.

José Antônio Andreguetto, secretário do Meio Ambiente de Curitiba, lembra que numa primeira fase foram avaliadas 30 áreas em toda a região metropolitana. Restaram as três. De acordo com ele, se o IAP confirmar que essas têm condições ambientais, outros critérios serão levados em consideração para fazer a escolha, como logística e distância. Além disso, a partir de novembro serão realizadas audiências públicas com a comunidade.

Andreguetto afirma que até a segunda quinzena de dezembro deverá estar definida a área e escolhida a empresa que vai assumir o serviço. As propostas dos participantes da licitação ainda não foram abertas porque o processo ficou paralisado na Justiça e agora todos estão providenciando a renovação das certidões exigidas no processo. O Aterro da Caximba, que hoje recebe o lixo, teve sua vida útil estendida até julho de 2009. “Dizer que nunca dá (para estender o prazo novamente), não dá para dizer, mas queremos parar de enterrar lixo no ano que vem”, diz o secretário.

Polêmica

Enquanto a análise das três áreas é feita pelo IAP, uma polêmica envolve o terreno de Fazenda Rio Grande. Sildiney Costa e Silva, auditor de meio ambiente, mora em uma chácara na cidade, distante dois quilômetros do local que pode ser usado para o tratamento do lixo da região metropolitana. Ele afirma que a área já foi desapropriada pelo município e está à disposição do Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, mas reclama que o local não é apropriado para receber o lixo.

O prefeito de Fazenda Rio Grande, Antônio Wandscheer (PMDB), por sua vez, diz que a área é apropriada do ponto de vista técnico, tanto que o decreto de desapropriação foi publicado em 2 de junho deste ano. Mas como o terreno faz parte da região de expansão urbana do município, o prefeito decidiu revogar o decreto no dia 18 do mesmo mês, para não prejudicar a expansão demográfica.

Wandscheer garante que encaminhou, no dia 11 de julho, uma notificação ao Consórcio, informando a intenção do município de sair do grupo. “Já estamos fazendo uma parceria com a Sanepar para resolver o problema do nosso lixo”, conta. O prefeito, que também é presidente da associação que congrega os municípios da região metropolitana, diz que as cidades que podem receber o lixo devem avaliar se a arrecadação gerada será suficiente para compensar os danos ao meio ambiente.

O Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos informa que não tem conhecimento da revogação do decreto nem da saída de Fazenda Rio Grande do grupo. Segundo informações do Consórcio, nenhuma área teria sido desapropriada até agora, porque esse processo só terá início quando for escolhida a área que vai abrigar o processo de tratamento do lixo.




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